Nós somos o 8ºB da EB 2,3 Matilde Rosa Araújo. Este Blog surgiu porque a nossa profª de Língua Portuguesa, Dina Pécurto, teve a ideia ;) Aqui estão textos escritos por nós e para quem não gostava da disciplina até que nos desenrascámos bem ;)

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Mai 09



VERSIFICAÇÃO – é a arte ou a técnica de fazer versos.


VERSO – é uma linha de um poema. Pode ou não ter sentido completo.


RITMO – é o resultado da sucessão de sílabas fortes e fracas (tónicas e átonas) com intervalos regulares ou não muito espaçados. O ritmo é uma fonte de prazer estético auditivo. Pode apresentar-se lento e vagaroso, rápido e sincopado.

Exs.: Ritmo lento:
«Houve outrora um palácio, hoje em ruínas
Fundado numa rocha à beira-mar…»
(Gomes Leal)

Ritmo rápido: «Beijo na face
pede-se e dá-se.»
(João de Deus)

RIMA – é a correspondência (identidade ou semelhança) de sons verificada a partir da vogal tónica
da última palavra de dois ou mais versos.

Ex.: «No plaino abandonado
…………………………
De balas trespassado
…………………………»
(Fernando Pessoa)

– Versos rimados – são os versos que rimam entre si.

Ex.: «A arte em nós se revela
sempre de forma diferente:
cai no papel ou na tela
conforme o artista sente.»
(António Aleixo)

 

– RIMAS

 

• Cruzada – os versos rimam alternadamente.

Ex.: «No dia de S. João           a
Há fogueiras e folias                    b
Gozam uns e outros não           a
Tal qual como os outros dias.»      b
(Fernando Pessoa)

• Emparelhada – os versos rimam dois a dois ou três a três consecutivamente.

Exs.: «Cantando espalharei por toda a parte        a
Se a tanto me ajudar o engenho e arte                 a
(Luís de Camões)

• Interpolada – entre dois versos que rimam, há dois ou mais sem rima ou de rima diferente.

Ex.: «A cena é muda e breve:                       a
Num lameiro,                                                b
um cordeiro                                                 b
a pastar ao de leve…»                                   a
(Miguel Torga)


• Encadeada – a palavra final de um verso rima com outra situada no interior do verso seguinte.

Ex.: «Que alegre campo e praia deleitosa!    a
Quão saudosa faz esta espessura…»             a
(Tomás Ribeiro)

– Versos soltos ou brancos – são os versos que não obedecem a qualquer tipo de rima.
Ex.: «Em Junho, a fruta começa a apetecer,
Um homem passeia no cais e debulha
uma nêspera com ar de quem faz horas.»
(António Cabral)

– SÍLABAS MÉTRICAS – são os sons apercebidos pelo ouvido.
À contagem das sílabas métricas, dá-se o nome de escansão.

– Regras para a determinação do número de sílabas de um verso:

• A última sílaba tónica corresponde à ultima sílaba métrica.
• A vogal átona final e a vogal inicial (tónica ou átona) elidem-se, formando apenas uma sílaba métrica.

Conforme o número de sílabas que os constituem, os versos têm designações diferentes.

 

 

 

  • 1 sílaba Quanto à métrica, os versos podem ter:
  • 1 sílaba (monossílabo);
  • 2 sílabas (dissílabo);
  • 3 sílabas (trissílabo);
  • 4 sílabas (tetrassílabo);
  • 5 sílabas (pentassílabo);
  • 6 sílabas (hexassílabo);
  • 7 sílabas (heptassílabo);
  • 8 sílabas (octossílabo);
  • 9 sílabas (eneassílabo);
  • 10 sílabas (decassílabo);
  • 11 sílabas (hendecassílabo);
  • 12 sílabas (dodecassílabo).

– ESTROFES – são conjuntos de versos separados graficamente por um espaço e formando, geralmente, cada um, sentido completo.
Conforme o número de versos que as constituem, as estrofes tomam designações diferentes.

Parelha ou dístico – estrofe de dois versos.
Terceto – estrofe de três versos.
Quadra – estrofe de quatro versos.
Quintilha – estrofe de cinco versos.
Sextilha – estrofe de seis versos.

. Sétima – estrofe com sete versos.

Oitava – estrofe de oito versos.

. Nona – estrofe com nove versos.
Décima – estrofe de dez versos.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Quem escreveu mra8b às 23:34

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